Piratas da Barbária, piratas barbarescos, piratas berberes ou corsários otomanos, foi a designação dada aos
piratas que até meados do
século XIX operaram no
Mediterrâneo ocidental e no
Oceano Atlântico nordeste a partir de portos sitos na costa da Barbária, ou seja na região litoral do Norte de África correspondente hoje às costas da
Argélia, da
Tunísia, da
Líbia e a alguns portos de
Marrocos. A sua principal base era em
Argel, mas as cidades de
Tunis,
Tripoli e
Salé eram também importantes centros da pirataria barbaresca. As suas principais presas eram embarcações pertencentes aos povos cristãos da bacia do Mediterrâneo, mas também pilhavam no Atlântico nordeste, incluindo navios de longo curso provenientes da Ásia, de África e das Américas. Para além dos ataques sobre a navegação, também organizavam incursões às povoações costeiras da Europa, destinadas à aquisição de saque e a capturar escravos que eram depois vendidos no Norte de África, na Turquia e no mundo muçulmano. Para além da costa mediterrânica da Europa, registaram-se importantes ataques na
Madeira, nos
Açores, na costa ibérica, na
Irlanda e até na
Islândia e na
Gronelândia. Esta forma de
esclavagismo, responsável pelo aprisionamento e venda como escravos de muitos milhares de cristãos de origem europeia, manteve-se até à
década de 1830, terminando apenas quando a França conquistou Argel.
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