Maneirismo
O Maneirismo foi um estilo e um movimento artísticos europeus de retoma de certas expressões da cultura medieval que, aproximadamente os anos de entre
1515 e
1610, constituíram manifesta reação contra os valores clássicos prestigiados pelo
humanismo renascentista. Caracterizou-se pela concentração na maneira, o estilo levou à procura de efeitos bizarros que já apontam para a
arte moderna, como o alongamento das figuras humanas e os pontos de vista inusitados. As primeiras manifestações anticlássicas dentro do espírito clássico
renascentista costumam ser chamadas de maneiristas. O termo surge da expressão a maniera de, usada para se referir a artistas que faziam questão de imprimir certas marcas individuais em suas obras.
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Maneirismo
Designação das manifestações artísticas desde 1520, momento em que se inicia a crise do renascimento, até o início do século XVII. Este período foi marcado por uma série de mudanças na Europa, que afirmam a consolidação do absolutismo em diversos países. O termo Maneirismo foi utilizado por Giorgio Vasari para designar a "maneira" de cada artista trabalhar.
Na arquitectura, o maneirismo dá prioridade à construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos.
A escultura maneirista caracteriza-se por um novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade, seguindo o caminho traçado por Michelangelo.
É na pintura que este estilo se manifesta em primeiro lugar. Uma estética inteiramente original, distanciada dos cânones clássicos renascentistas. O pintor El Greco merece particular destaque, já que, partindo de pressupostos característicos do maneirismo, desenvolve-os com algumas particularidades pessoais que acabam por torná-lo, curiosamente, num percursor da arte moderna.
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