Essa expressão foi reivindicada por filósofos bastante diferentes (na Polônia, Inglaterra e Estados Unidos), que têm em comum a idéia de que a filosofia é análise, a análise do
significado dos enunciados. A filosofia reduz-se a uma pesquisa sobre a linguagem. Mas há várias formas dessa filosofia analítica, sendo a mais importante o
positivismo lógico, que se assinala pela rejeição de toda e qualquer
metafísica. Neste contexto, convém mantermos à parte o
Círculo de Viena. Esta trata-se de uma escola neopositivista fundada por
Moritz Schlick e que agrupa filósofos e lógicos austríacos e alemães:
Carnap, H. Reichenbach e, em seus primeiros tempos,
Wittgenstein. Suas teses foram proclamadas num manifesto, Concepção científica do mundo(1929). A filosofia analítica, através de suas sucessivas manifestações, sempre comportou duas correntes: o
empirismo lógico e a
filosofia da linguagem ordinária. Na primeira geração o empirismo lógico é representado por G.
Frege, cuja Begriffschrift (Halle, 1879) constitui a obra fundamental da lógica moderna. Ele leva adiante o projeto leibniziano, que permanecera suspenso, de uma "língua característica". Os Grundgesetze der Arithmetik (Breslau, 1884) proporcionam a primeira definição lógica de número cardinal. No caso da filosofia da linguagem ordinária, H. Sidgwick (1838-1900), em Method of Ethics (1874), representa a resistência da tradição empirista inglesa contra o
idealismo neo-hegeliano na Inglaterra. Na segunda geração temos as filosofias de B.
Russell, no caso do empirismo lógico, e G.
Moore , no da filosofia da linguagem ordinária.
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