Foi no
Renascimento que a utilização da perspectiva na representação gráfica e plástica, quer na pintura sobre tela ou em suportes rígidos – tábuas, murais (…/ …), conseguiu aglutinar significados diversos para os objectos, em contraste com os processos de representação anteriores, mais dados a hierarquias simbólicas, possibilitando um discurso visual sem interrupções na estrutura compositiva, mas igualmente dinâmico. A tradução da realidade espacial, agora com uma nova coordenada – a profundidade, permite uma representação num suporte bidimensional, quase sempre em superfícies planas. A hierarquia simbólica é substituída pela hierarquia espacial, tornando precisa a observação de dados naturais, tal como se apresentam no processo da visão, diminuindo o fosso entre as descrições textuais e as narrativas pictóricas. A ilusão da realidade torna-se uma saudável obsessão (vista agora com toda a distância histórica no panorama das artes visuais), permitindo um registo perceptível para qualquer um que se preste à sua fruição. Toda a realidade visual, cujos factores determinantes - cor, luz, forma e espaço, têm agora na ciência do desenho e mais especificamente na perspectiva, um denominador comum que lhes permite a sua plena compreensão e entendimento, que em fusão com outros registos precisos, como os necessários em anatomia, em botânica e biologia, permitem à representação pictórica um lugar de destaque e de supremacia, face a outros processos plásticos.
Veja mais na Wikipédia.org...