Existem muitas maneiras de conceber a economia como um ramo do conhecimento. Para os economistas clássicos dos séculos XVIII e XIX, como
Adam Smith,
David Ricardo e
John Stuart Mill, a economia é o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos
bens e serviços (
riqueza). Por outro lado, para os autores ligados ao moderno pensamento econômico neoclássico (que são a maioria dos economistas modernos), a economia é definida como a
ciência das escolhas. Neste caso, para seguir a definição proposta por
Lionel Robbins, a economia lidaria com o comportamento humano enquanto condicionado pela
escassez dos recursos: a economia trata da relação entre fins e meios (escassos) disponíveis para atingi-los. Deste modo, o foco da ciência econômica consistiria em estudar os meios da alocação desses recursos para atingir determinado fim, qualquer que seja a natureza deste último. É um problema de otimização sob restrição: Como maximizar a utilidade a partir de uma estrutura limitada de meios, ou seja, como alcançar os fins mais satisfatórios sabendo que os meios para atingi-los são limitados. Um conceito basicamente lógico da natureza da economia, que levou a matematização dessa ciência.
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