O conservadorismo é uma corrente
político-
filosófica que defende que as melhores instituições não são aquelas que resultam de projectos feitos a partir do nada, mas sim de uma evolução gradual ao longo dos
séculos.A base do conservadorismo é o pessimismo
antropológico, a ideia de que o homem é naturalmente egoísta. Ao contrário dos “progressistas”, que consideram que o homem é naturalmente bom, racional e feliz e que é a sociedade que o torna mau e infeliz (e, portanto, para melhorar o homem, basta melhorar a sociedade), para os conservadores é a sociedade e os seus hábitos e tradições que moderam e limitam a sua perversidade natural. Assim, para os conservadores, o indivíduo só existe plenamente integrado numa sociedade e numa tradição – o indivíduo abstracto não existe: nós só somos o que somos em função da herança (material e cultural) que recebemos dos nossos antepassados (“Não são os indivíduos que formam a sociedade, mas a sociedade que forma os indivíduos”, diz
Louis de Bonald). Esta submissão do
indivíduo à
sociedade, à primeira vista, poderia aproximar os conservadores dos
socialistas e
comunistas, mas, na verdade, estamos a falar de coisas diferentes com a palavra “sociedade”: para os socialistas, a “sociedade” é inteiramente determinada pela vontade dos indivíduos, enquanto para os conservadores, a “sociedade” é sobretudo determinada pelos hábitos e instituições.
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